sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Fidel diz: - Hasta la vista!

Nessa terça-feira ( 19/02/2008 ) acompanhamos um momento histórico. Está certo que a todo momento fazemos história, mas a história de terça-feira marcou a história. ( perdoe a redundância, mas gostei do efeito " a história marcou a históra " )
Piadinhas à parte, Fidel escreveu uma carta renunciando a presidência de Cuba. A renúncia foi divulgada por meio de uma carta publicada no jornal oficial do país, o "Granma".
"A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger, recentemente, como membro do Parlamento (...) comunico que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante Chefe", diz a carta.
"Desempenhei o honroso cargo de Presidente ao longo de muitos anos. (...) Sempre dispus das prerrogativas necessárias para levar adiante a obra revolucionária com o apoio da maioria do povo", continua o texto publicado nesta terça.
Fidel fala ainda das limitações que os problemas de saúde trouxeram, ressaltando que "trairia sua consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer." E acrescenta: "Falo isso sem drama."Na carta, ele lembra que "o adversário a ser derrotado é muito forte" e encerra com uma mensagem para o povo cubano: "Não me despeço de vocês. Desejo apenas combater como um soldado das idéias. Continuarei escrevendo sob o título "Reflexões do companheiro Fidel". Será uma arma a mais no arsenal com a qual se poderá contar. Talvez minha voz seja ouvida. Serei cuidadoso".As reflexões citadas por Fidel são publicadas no "Granma", o jornal do Partido Comunista Cubano. Os textos falam de política doméstica e internacional, servindo como um meio de comunicação com a população do país e, conseqüentemente, divulgando as idéias de Fidel para o mundo todo. ( trecho )
Fidel exerce o cargo de presidente de Cuba, desde a Revolução Cubana (1958-1959), que derrubou o governo pró-americano do general Fulgêncio Batista. Só pra dar uma explicação pros mais desatentos e alienados, a Revolução Cubana tinha caráter essencialmente nacionalista e socialista, pois recebeu forte influência do 'companheiro' Ernesto Che Guevara ( conhecido como 'Che' ) e do irmão de Fidel, Raúl Castro. ( Raúl é o que está assumindo a presidência!)
Após a revolução, Fidel Castro aproxima-se da União Soviética, fazendo de Cuba uma aliada do socialismo na América-Estadunidense. Fato que fez com que os Estados Unidos passasse a tratar a ilha como uma perigosa inimiga. Os Estados Unidos, na década de 1960, implantou um bloqueio econômico a Cuba, influenciando também na expulsão do país da OEA (Organização dos Estados Americanos).
Após a revolução, Fidel implantou um sistema socialista na ilha, acabando com a desigualdade social entre os cidadãos cubanos. Durante a Guerra Fria, a economia que Fidel implantou contava com o apoio da União Soviética. Após a queda do Muro de Berlim e o fim dos regimes socialistas na Europa Oriental, Cuba começou a passar dificuldades sem os investimentos soviéticos. Atualmente, embora possua bons sistemas educacional e de saúde, os cubanos sofrem com as dificuldades financeiras.

Enfim, Fidel é um homem polêmico e de opiniões marcantes. Por onde passa, sua bravura e exemplo, deixa uma legião de seguidores e enchem a cabeça dos mais novos de um sentimento revolucionário puro, assim como seu compatriota Ernesto Guevara.
E como bem disse um desses admiradores ferrenhos ao qual tenho acesso, Carlos Eduardo [Carlucho], daqui a 30 anos, estarão os mais novos estudando o dia 19/02/2008 nos livros de história.


Ernesto 'Che' Guevara Fidel Castro

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Da sociedade para a sociedade

O ser humano é naturalmente pacífico. Eu falo naturalmente em termos de estatística, pois, sempre existe alguma violência nos nossos instintos, mas em sã consciência, uma pessoa 'normal', evita qualquer situação violenta, quando se tem alguma outra alternativa, é claro. Como se explica o fato de que a cada 13 minutos um brasileiro é assassinado (dados da UNESCO) ? Como se explica essa violência tão absurda no Brasil e em tantos outros lugares do mundo? A resposta é simples, chega a ser óbvia: O ser humano não suporta a vida sem dignidade! Eu vou explicar melhor: Imagine que você esta no meio de um deserto, com uma garafa de água na mão. Você bebe um pouco de água e depois que sacia a sua sede, usa a água pra lavar os cabelos e os seus pés que estão sujos de areia. Agora, imagine que na sua frente tenha alguém olhando. O miserável, morrendo de sede, assistindo você lavar os pés e os cabelos... se você não for nobre o sucifiente pra dar de beber ao infeliz na tua frente, em algum momento ele vai criar coragem pra te dar uns tapas e tirar a garafa da tua mão! É natural...

A sociedade é completamente hipócrita e sempre estabelece padrões impossiveis de se conquistar: "Olhe, mas não toque; toque, mas não prove; prove, mas não engula"! Hoje em dia todo mundo se diz solidário. Mas eu tenho uma novidade pra você: não é possivel ser solidário e capitalista ao mesmo tempo! Se isso vem como uma surpresa pra você, eu te ajudo a assimilar a idéia. Pra começo de conversa, não vamos confundir solidariedade com esmola. A solidariedade é união, simpatia e interesses mútuos, esmola é definido como uma - quase sempre - pequena quantia monetária dada a um pedinte, por caridade. Se você ainda não captou a mensagem, eu te ajudo mais um pouco: por quê é que um ser humano como você, com praticamente os mesmos desejos, com praticamente as mesmas aspirações e vontades, não pode ter uma condição de vida igual a sua? Seja ela o quão requintada e luxuosa for? Se a sua resposta pra essa pergunta é: "Porque eu batalhei pelos meus bens e não estou disposto a abrir mão deles" ou qualquer coisa parecida com isso, então parabéns; Você é mais um capitalista!

Não me entenda mal, capitalista não é nenhum palavrão. Proteger os seus bens é perfeitamente natural, o instinto de auto-preservação vem no cérebro de todos os seres humanos saudáveis, e esse é exatamente o ponto de vista que eu quero apresentar nesse post. Recaptulando um pouco a metáfora: Parte da sociedade lavas os pés enquanto os outros (uma maioria esmagadora!) morrem de sede. Segundo a ONU: 1 bilhão e 100 milhões de pessoas (um sexto da humanidade) vive com menos de 1 dólar por dia! É ai que o instinto de auto-preservação entra em ação, motivando cada pessoa de uma maneira diferente, mas sempre na mesma direção. Nas pessoas bem sucedidas, ele demanda, a proteção dos bens conquistados e do 'status' adquirido. Nos miseráveis, ele demanda um estilo de vida, pelo menos, digno. Pra alguém no fundo poço da moral, sem educação acadêmica, é facil saber qual o caminho mais rápido pro sucesso...

É aí que começa a se formar uma teia gigantesca que prende todos nos à violência urbana, é ai que as pessoas começam a usar da violência e do medo pra obter o sucesso pessoal, e é exatamente ai que as tragédias acontecem...

No post anterior, Yke mencionou o caso do menino João Hélio, falou sobre o pánico dos pais, das pessoas horrorizadas que acompanharam o desenrolar do caso, mas que tempos depois, os assassinos foram condenados e o caso saiu da midia e da memória de todos os telespectadores que assistiram tão 'horrorizados'. Com o lado das vítimas bem esclarecido, faltou falar um pouco sobre os criminosos: Os "assassinos impiedosos" que arastaram um menimo pelo asfalto da cidade em alta velocidade; Todos, com excesão do menor (sim! um deles era menor de idade!), que só pode ficar detido por no maximo 3 anos, pegaram penas que variam de 39 a 45 anos de prisão! Alem da faixa de idade absurdamente baixa ( todos que participaram diretamente do crime tinham entre 17 e 19 anos! ), nenhum deles possuia antecedentes criminais! Dados os fatos, eu te pergunto: Que apoio tiveram esses indivíduos do governo, ou de qualquer alma caridosa? Que educação eles receberam? Você que está lendo, poderia afirmar que, sobre as mesmas influencias e vivenciando as mesmas situações, você poderia garantir que não cometeria nenhum crime? Sem hipocrisia, eu não poderia.

Os jovens que nunca tinham cometido nenhum crime tentaram roubar um carro. Eles usufruiram da violência e do medo pra obter algum sucesso pessoal e foi aí que ocoreu a tragédia que abalou a vida da maioria dos envolvidos... É preciso lembrar que ninguém quer ser responsável pela morte de uma criança (principalmente uma tão violenta como a de João Hélio) e que todos os "assassinos" são mentalmente 'sãos'? Agora me respondam, que tipo de vida tem uma pessoa que entra na cadeia aos 18 anos de idade pra cumprir 30 anos de pena? E que tipo de opiniões essa mesma pessoa vai desenvolver a respeito da sociedade que nunca lhe prestou nenhum serviço? Como é que você acha que esse individuo vai reagir a sociedade quando for libertado?

Essa é a constante luta das autoridades contra a 'impunidade', que mais se parece vingança do que justiça! Que tenta curar violência com mais violência, que prende um indivíduo de 18 anos por 30, no meio de outros delinqüentes ainda piores que ele, e depois 're-introduz' esse mesmo individuo à sociedade, de qualquer forma. Como é que isso vai resolver a situação? Como é que isso vai contribuir pra sociedade? Sou eu o único que enxerga algo de errado nesse sistema? Porque é que eles criam os monstros e depois os soltam de volta na sociedade, como se eles estivessem regenerados?

Pra finalizar, eu espero que tenha esclarecido um poucos os fatos pra você aí que está lendo. Isso, é claro, se você teve a paciência de ler até este ponto. Eu sinceramente não me considero uma pessoa solidária, na verdade sou bastante egocêntrico, mas tenho bom senso o suficiente pra criticar esses fatos horrendos que assombram a nossa sociedade...
( Eduardo Araújo )
Assassinos: Vilões da sociedade, ou consequência dela?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Falando de Ética!

O blog está meio enferrujado. Não é que tenha acabado minha imaginação, longe disso! É que resolvi me dar umas férias, estava cansado, e utilizei desses quase 20 dias de ausência, pra não fazer nada. Peço perdão por não ter avisado, mas foi proposital, quis dar um clima quase furtivo a minha ausência!
Mas agora eu estou de volta, firme e forte e pronto pra encarar esse ano de frente, com seus altos e baixos.
E aos que não gostam do blog, que me perdoem também, mas não pretendo abandona-lo tão cedo.
Explicada minha ausência, vamos parar de falar de mim e falar de coisa séria e que realmente interessa.
De uns tempos pra cá, anda circulando no jornal, a notícia de uma menina de 11 anos, moradora da Rocinha, que estava na sala de sua casa, quando uma bala perdida oriunda de um conflito entre traficantes e bandidos, lhe cortou a janela e acertou-a em cheio!
Resumindo: uma tragédia propriamente dita.
E na minha mente, as tragédias não se anulam, se acumulam. Logo, isso me fez lembrar aquela outra tragédia, do menino João Hélio, que foi arrastado por 7 km, lembra? Pois é, fez-se agora a pouco tempo 1 ano desde aquele dia. E eu me lembro que não época, diziam que ia mudar alguma coisa, que a morte dele não tinha sido em vão. Foi amplamente divulgado na mídia, os jornais estampavam o rosto do menino, a Tv estampava o desespero dos pais... E aí? E aí que agora a gente vê – e se decepciona – que aquele caso só aparecia na mídia enquanto dava ibope. Que as pessoas se esqueceram do que aconteceu e que era só uma questão de tempo até sermos bombardeados novamente por outra leva de notícias de crianças mortas cruelmente. Constatamos que nada mudou e a impunidade ri de nós.
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Eu lembro que na época, aliás – se não me falha a memória -, na semana que isso aconteceu, talvez poucos dias depois, eu escrevi um manifesto – pode chamar de crítica, crônica, texto e do que quiser – falando sobre ética e sobre essa realidade louca e transgressora que vivemos.
Esse mesmo texto foi lido na Rádio Globo pelo grande – pode chamar de comunicador, locutor, radialista e do que quiser – Loureiro Neto e comentado pela competente professora de História e Cientista Política Lucia Hippólito.
Basta apertar na seta ( play ), ouvir, e me dizer: É isso que a gente quer?

 Loureiro Neto - Loureiro Neto - í‰tica

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Verdade nua e crua!

Imagine a cena: você termina o jantar e liga a televisão para ver o jornal das 7. A câmera fecha em close na apresentadora, vestida com o clássico terninho, e ela começa a ler as notícias. Só que, de repente sem perder a entonação e a seriedade por um segundo , a moça desabotoa o paletó. Depois, tira a camisa e, ao final de 15 minutos, perdeu também o sutiã e várias outras peças. Você nem entendeu direito o que está acontecendo e a roupa da moça ficou reduzida à calcinha. Foi esse o golpe de publicidade matador, bolado pela equipe do canal russo MI TV e colocado no ar pela primeira vez em junho, em Moscou.

A audiência bateu no teto e o telejornal, de tanto sucesso, passou a ser reprisado no dia seguinte de manhã. O nome do noticiário? Verdade Nua, naturalmente.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Ô gente burra...

Bem, imaginem vocês: Uma senhora compra um Windows pirata. Então, surge uma atualização online pra ela fazer, e ela faz. A atualização então, reconhece que o Windows não é original, e exibe ao lado do relógio ali no canto uma estrela azul com a mensagem: "Este software não é original. Por isso, seu computador não poderá mais receber atualizações."
A mulher se sentindo enganada, liga pra Microsoft querendo tirar satisfação e cobra seus direitos de consumidora legal, sobre um produto ilegal.
Difícil de imaginar? Ouça a conversa que o blog selecionou!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Anda faltando aqui em casa.

Não sei por qual motivo, mas anda faltando aqui em casa.
A um tempo atrás, acabou a luz por aqui. Depois, por causa de uma falta d’água, cheguei atrasado na estréia de uma peça, e acabei deixando uma pessoa que eu gosto muito chateada comigo. E por último – e não por menor –, a cerca de uma semana faltou luz de novo, e só foi voltar horas depois.
E isso me faz pensar quando chegar a minha hora. Digo, quando for a minha vez de resolver essa ‘pepinada’ toda.
Aos que por aqui passam e estão perdidos, achando que eu to reivindicando melhores condições pra alguma comunidade carente, não é bem por aí, eu explico.
O que acontece, caros leitores, é que este blogueiro que vos escreve, tem pretensões políticas. Não sei desde quando, e dizer ‘desde sempre’ é forçar a barra, mas desde muito tempo tenho essa vontade.
Eu nunca gostei de ficar do lado dos que abandonam, dos que deixam pra lá. Eu sempre gostei de ficar do lado da turma que transforma, da turma que revoluciona, que inova.
Eu nunca fui muito apegado ao convencional. Pra vocês terem uma noção, eu odeio fazer trabalho em grupo, não pela minha anti-socialização, mas porque a maioria das pessoas não consegue inovar. Enquanto todo mundo se contenta em fazer o que todo mundo faz, eu busco sempre o diferente. E a maioria tem medo de arriscar, prefere fazer o trivial a fazer o diferente e correr riscos. E eu nunca fui assim.
Enquanto todo mundo faz cartolina, eu faço maquete. Nunca gostei de best-sellers também.
Mas não é sobre isso que eu queria falar, no início desta crônica. Eu falava da minha vontade política. E eu acho que ela surge justamente nesse meu lado da diferença.
Enquanto todo mundo fala mal dos políticos e diz que nosso país não tem mais solução, que não vai mudar mais nunca, eu me sinto quase obrigado a dizer o contrário.
Confio, gosto e me orgulho sim de ter nascido no Brasil. E enquanto todo mundo pensa em ser político pelo dinheiro, eu penso em ser pelo poder. Não o poder de ser político e sair tirando onda por aí, mas o poder que ser político te dá para poder fazer mudanças.
E quando ouço reclamarem dos impostos, da saúde e da segurança, não sinto vontade de me juntar a eles e reclamar também. Logo me vem uma súbita vontade de parar e pensar: ‘- espera aí, o que eu vou fazer?’
E se isso acontecer, eu quero de verdade, que eu tenha de verdade coragem pra tomar as decisões corretas e firmeza pra não me corromper com a praga da corrupção que assola os órgãos públicos.
E eu espero que no meu governo – se é que posso tomar o governo como meu – eu melhore as coisas a ponto de que não haja mais injustiça tamanha como a de duas pessoas que se gostam brigarem, por causa de uma falta d’água.
Carrego em mim uma responsabilidade que não é minha, e que já vem marcada de muito antes de eu nascer. A de mudar o Brasil.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tibia: nem ouse se aproximar.

Tudo começa com uma tarde de tédio e a promessa de algumas horas de diversão, e a vítima desavisada entra no jogo sem grandes pretensões, apenas querendo se divertir e se distrair... Mas de repente as horas se tornam dias e os dias se tornam semanas! Ainda sem perceber, a vitima acaba deixando as suas prioridades em segundo plano e segue jogando. E ainda sem perceber, ela se afasta dos amigos e a sua vida social murcha... Pra vocês que ainda não sabem, eu estou falando de um ‘mal’ terrível chamado Tibia, basta uma leve pesquisa no google, ou no orkut pra se achar relatos infinitos do tipo: "tibia estragou minha vida!!!", "fui reprovado por causa desse jogo maldito!!!" e por aí vai! E não para por aí, mais da metade dos jogadores concordam que o jogo é, de alguma forma, maligno e que desperta o pior das pessoas - além de extremamente viciante e competitivo - sempre que se esta jogando, é impossível não sentir a tensão que envolve o jogo, pois todos os outros jogadores são inimigos em potencial, ou seja, você pode morrer a qualquer momento!

Vocês que tem o costume de visitar o blog todos os dias já devem ter percebido que o Yke ta meio que atrasado nas ultimas atualizações, alguém consegue adivinhar por quê? Bem, uns 5 dias atrás eu achei um ótimo servidor de tibia e apresentei pro Yke. Desse dia em diante ele ficou completamente viciado e ta jogando 3 - 5 horas por dia! Eu num posso falar muito, porque jogo bastante também, mas o Yke não era disso...

Ninguém sabe ao certo porque o jogo é tão viciante. Porquê, sejamos fracos, o jogo carece de bons gráficos, efeitos visuais e nem sequer tem musica ou efeitos sonoros, mas ainda assim o jogo atrai milhares de jogadores e acredite se quiser, legiões de jogadores pagam quantias exorbitantes de dinheiro real, apenas para obter alguns benefícios in-game, como novas magias e acesso as áreas remotas do mapa. E não é surpresa que o jogo continue crescendo e que existam centenas de sites de fãs espalhados pelo mundo!

Eu perguntei pra alguns amigos que jogam tibia por quê o jogo é tão viciante, e obtive algumas respostas interessantes:
Jogador Anônimo #1: "Porque é exatamente o que todo mundo quer, matar, roubar e fuder uns aos outros!";
Jogador Anônimo #2: "Porque mesmo sendo ruim nos gráficos, o jogo é fácil de operar e matar os monstros, subir de level é muito viciante.";
Jogador Anônimo #3: "Porque é tosco, se tibia fosse 3d e o escambal, não seria tão bom.", Jogador Anônimo #4: "O bom do tibia é que sempre tem um desafio à mais, você sempre encontra um monstro forte e sempre pode melhorar o seu personagem, não é como outros jogos que tem level limitado!"

Seja como for, uma coisa é certa: o jogo é extremamente viciante! Por isso pra quem aprecia as suas boas notas, ou pra quem tem que acordar cedo é bom se afastar!

Por Eduardo Araújo




- Tudo dito sobre o Yke ali em cima, é mentira. Ignorem!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Porteiro e as horas!

O legal de se ter um blog, é que a gente passa a saber o que agrada e o que não agrada ao público em geral. E é triste o que vou divulgar a vocês, mas o que agrada mesmo é a desgraça! As pessoas não gostam de contos, textos reflexivos, vídeos de criancinhas, nem nada... o que agrada por aqui é a desgraça, e –adivinhem?- principalmente a minha.
Dito isso, venho continuar a crônica dali debaixo, a qual eu falava meu incômodo em elevadores. ( O blog sugere: você que ainda não leu, desce um pouco a tela e leia o ‘elevador, porteiro... disse mesmo e tenho dito! )
Se não me falha memória, terminei dizendo que num próximo post eu contaria meu incômodo com porteiros. Pois bem, antes que surjam ativistas contra mim, já aviso que não tenho nada contra tal classe trabalhadora, quase sempre composta de imigrantes oriundos do Nordeste.
Bem, porteiro tem mania de se sentir Chronos, o Deus do tempo. Explico: Eu que vos escrevo tenho mania de dar sempre ‘bom dia’. Não gosto de bom dia, boa tarde, boa noite... sabe, me confundo. Aliás, considero totalmente dispensável 3 saudações diferentes se referindo a mesma coisa! Um bom dia bem dado, com um sorriso na cara, é como um ‘vale boa sorte’ pro dia todo. E é aí que entram os porteiros!
Sempre antenados com a hora, consideram essencial te ‘corrigir’ quando você passa por algum, 12:01 pm e diz:
- Opa, bom dia! :)
- Boa tarde! Meio dia e 1 já!
Se eu falei bom dia, esperava um bom dia como resposta, e não uma pseudocorreção.
Aliás, essa é uma característica não só de porteiros, eu concordo. Tamanha capacidade de irritar se faz presente em algumas outras espécies de ser humano, muito comuns em nosso cotidiano.
Então, meu povo, é isso aí. - não como a gente achou que ia ser, mas como pôde ter sido –
Juízo e tenham um bom dia! ( estejam lendo isso de manhã, ou de madrugada! )

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Metáfora da amizade

Era uma vez uma árvore. Não, ela não tinha nada, absolutamente nada de diferente das outras. Não era mais bonita, não dava mais frutos e nem tinha mais folhas. Era, somente, uma árvore!
Todos os dias, muitas e muitas pessoas passavam por ela. Umas de bom coração, e outras nem tanto.
Existiam aquelas pessoas que passavam, recostavam no seu tronco, amarguravam seus problemas, tentavam esquecer suas angústias, e ali, faziam planos pra uma vida toda.
Outras, só iam pra lá pra maltratar a árvore. Desenhavam em seu caule, arrancavam suas folhas, chutavam-na... E o que ela fazia? Nada, apenas continuava lá, firme e forte, sempre pronta pra acolher mais e mais pessoas.
Chegou o Outono. As folhas? Começaram a cair... O tronco e os galhos? Foram pelo mesmo caminho... Até que um dia, ninguém ligou mais pra árvore.
Achavam que ela estava velha demais, torta e podre demais, e que ninguém era capaz de recostar-se nela outra vez.
Aquelas pessoas que antes faziam juras eternas junto a ela, agora estavam pouco se importando...
Até que um dia, uma única pessoa, que não costumava deitar-se na árvore, parou para ajuda-la. A deu carinho, aconchego e um pouco de proteção. Mas era tarde demais...
E assim aquela árvore, cheia de vida, foi morrendo pouco a pouco...
A árvore? Somos nós mesmos, e as pessoas de bom coração são os nossos amigos, a quem partilhamos segredos. Nem sempre esses amigos são os que realmente podemos contar! Às vezes temos um amigo, um amigo sincero, que nem ligamos pra existência dele.
E esse amigo, esse único amigo, prefere tentar te ajudar, a fazer como os outros fizeram, abandonando-te. Mas as vezes é tarde, e as mágoas são profundas.
A árvore morreu? Não! Apenas deixou de acreditar nas pessoas!

E aquela única pessoa? Percebeu naquele momento, que o mundo perdera um pouco de sua graça!


domingo, 6 de janeiro de 2008

A menina que plantava esperança

E como todo dia, ela colocava o cd que mais lhe agradava.
Deitou-se na cama e de lá podia ver a janela. Da janela ela via o céu e preenchia o aparente vazio do infinito com estrelas de esperança.
Aquele era seu quarto, sua janela... Logo, achava que aquele céu era dela também.
Com os olhos fechados agora, começou a lembrar de tudo que vivera até ali. Não era muita coisa, mas o pouco de vida que tinha, a faz pensar. Na véspera de seu aniversário de 18 anos, a menina pensava grande. Queria mudar o mundo, mas não sabia como. Começou pensando no que podia fazer no seu mundo, para afetar o mundo lá de fora.
Também na véspera de vestibular, a menina estava indecisa. Quer dizer, indecisa para seus pais, ou amigos, mas pra ela, não. Ela já sabia desde sempre o que queria fazer. Talvez só não tivesse consciência disso, mas dentro de si, ela sabia.
Menina da natureza, com uma presença inexplicável, ela transformava o lugar aonde estava num ambiente de paz.
Enquanto todo mundo resolvia falar inglês, ela aprendia japonês. Enquanto todas as meninas compravam sapatos de salto alto caríssimos, ela comprava sandália rasteirinha de couro. Não que lhe faltasse dinheiro. Faltava-lhe era ambição...
Mesmo tendo um coração do tamanho do mundo, a menina às vezes não era compreendida. Seu pai queria Engenharia, achava que Oceanografia não colocava o pão na mesa. Sua mãe queria que fosse feliz!
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A menina agora já era uma universitária. Passou no Vestibular de maneira exemplar e já está quase acabando a faculdade. Sua família entendeu sua opção e ela seguia cada vez mais feliz. Sua mente era povoada de pensamentos revolucionários. Queria mudar o mundo, sempre quis, mas não sabia como. Não se achava muito importante por só economizar água e energia elétrica. Ela queria mais!
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A menina havia crescido. Independente, arrumou emprego logo que saiu da faculdade e foi morar sozinha. Agora, alguns anos depois, ocupava um cargo importante nessa grande instituição. Agora, a menina-mulher sentia que podia mudar o mundo. Aliada a idéia de um professor seu de faculdade, ela desenvolveu um projeto que conseguia transformar água salgada em água potável, por um preço baixo e num curto período de tempo.
Seu projeto rodou o mundo e a menina foi reconhecida internacionalmente. Ganhou o Nobel de ciência e sua vida nunca mais foi a mesma.
E aos poucos a menina viu que plantar esperança no céu não foi tempo perdido. Ela havia conseguido mudar o mundo!