domingo, 17 de fevereiro de 2008

Falando de Ética!

O blog está meio enferrujado. Não é que tenha acabado minha imaginação, longe disso! É que resolvi me dar umas férias, estava cansado, e utilizei desses quase 20 dias de ausência, pra não fazer nada. Peço perdão por não ter avisado, mas foi proposital, quis dar um clima quase furtivo a minha ausência!
Mas agora eu estou de volta, firme e forte e pronto pra encarar esse ano de frente, com seus altos e baixos.
E aos que não gostam do blog, que me perdoem também, mas não pretendo abandona-lo tão cedo.
Explicada minha ausência, vamos parar de falar de mim e falar de coisa séria e que realmente interessa.
De uns tempos pra cá, anda circulando no jornal, a notícia de uma menina de 11 anos, moradora da Rocinha, que estava na sala de sua casa, quando uma bala perdida oriunda de um conflito entre traficantes e bandidos, lhe cortou a janela e acertou-a em cheio!
Resumindo: uma tragédia propriamente dita.
E na minha mente, as tragédias não se anulam, se acumulam. Logo, isso me fez lembrar aquela outra tragédia, do menino João Hélio, que foi arrastado por 7 km, lembra? Pois é, fez-se agora a pouco tempo 1 ano desde aquele dia. E eu me lembro que não época, diziam que ia mudar alguma coisa, que a morte dele não tinha sido em vão. Foi amplamente divulgado na mídia, os jornais estampavam o rosto do menino, a Tv estampava o desespero dos pais... E aí? E aí que agora a gente vê – e se decepciona – que aquele caso só aparecia na mídia enquanto dava ibope. Que as pessoas se esqueceram do que aconteceu e que era só uma questão de tempo até sermos bombardeados novamente por outra leva de notícias de crianças mortas cruelmente. Constatamos que nada mudou e a impunidade ri de nós.
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Eu lembro que na época, aliás – se não me falha a memória -, na semana que isso aconteceu, talvez poucos dias depois, eu escrevi um manifesto – pode chamar de crítica, crônica, texto e do que quiser – falando sobre ética e sobre essa realidade louca e transgressora que vivemos.
Esse mesmo texto foi lido na Rádio Globo pelo grande – pode chamar de comunicador, locutor, radialista e do que quiser – Loureiro Neto e comentado pela competente professora de História e Cientista Política Lucia Hippólito.
Basta apertar na seta ( play ), ouvir, e me dizer: É isso que a gente quer?

 Loureiro Neto - Loureiro Neto - í‰tica

3 comentários:

Anônimo disse...

Pois é. Também fazia muito tempo que eu não passava por aqui.
Sabe, quando você começou com o blog, eu nao me surpreendi com os seus textos.Não me suspreendi pelo simples fato de que eu já imaginava, pelo que te conheço, que eles seriam bons. No entanto, através deles, eu estou conhecendo um Yke um pouco diferente daquele que eu imaginava. Um Yke que não suporta injustiças, que acredita poder mudar o mundo e quer mudá-lo, um yke que diz até querer ser político e ainda se preocupa em não se corromper. Eh que sinceramente eu achava que vc nao passava de um garoto inteligente e metido, incapaz de pensar nessas coisas, incapaz de se sensibilizar com a dor do outro. Bem, eu ainda te acho um garoto inteligente e metido, mas nao mais apenas isso.
Aliás .. pode se sentir

huihsduhdiuhasiuhdiuahsiudhiausd


Parabéns Yke!

Beijos,

Julia

Anônimo disse...

FANTÁSTICO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!LAMA DO TIBETE

Filipe disse...

uhn!