terça-feira, 7 de julho de 2009

Michael, the Jackson.

Michael Jackson morreu e disso ninguém tem dúvida. Nunca fui muito fã dele. Conhecia uma ou outra música, o tal passinho 'moonwalker' e só. Por isso, não venho aqui pra falar do Michael Jackson, e sim, de como as pessoas estão reagindo nessa pós-morte. Primeira coisa: vamos parar de palhaçada.
Até o dia da morte, Michael Jackson era um artista decadente, um pedófilo safado, que renegava sua identidade negra e operava o nariz loucamente. Depois da morte, a mesma mídia que o arruinou, transforma-o no maior ícone da música pop, colocando seus clipes em todos os canais e seus cd's como os mais vendidos. Agora é tarde, chorar sobre o leite derramado não muda em nada.
Sobre o Michael Jackson em si, eu não tenho o que dizer. Eu acho que ele não era normal simplesmente porque ele não conhecia a normalidade. O cara é mega famoso desde os 6 anos de idade, apanhava do pai, odiava os irmãos... não sei se tinha como ele ser um cara normal, casado, com filhos, vivendo o típico estilo americano de ser.
No mais, pedófilo ou não, decadente ou não, fica o fenômeno que ele, preto ou branco, sempre há de ser.




domingo, 5 de julho de 2009

Carlos, o taxista.

Ele entra naquele carro como se entrasse na vida agora. Abre a porta com firmeza e a fecha com mais firmeza ainda. Algo o estava incomodando.
- Mas o que houve seu moço, parece tão apreensivo... diz o motorista
- Estou nervoso, muito nervoso, mais nervoso do que outrora já tenha ficado na vida.

Suando, com as mãos em cima dos joelhos que não paravam de balançar, ele não estava mesmo muito bem. Talvez tivesse terminado o casamento, mas era muito moço para estar casado, pensou o motorista.
- E o que é que o senhor tem afinal?
- Você não entenderia se eu contasse.

Já esperando o pior, o motorista tenta se lembrar do noticiário da noite anterior. De repente aquele homem ali do lado era alguém procurado pela polícia. Ou então algum golpista famoso que não fosse nem pagar a corrida.
- Ora, mas se o senhor não quer contar, eu respeito, afinal a vontade do cliente sempre prevalece, não é mesmo?
Sem responder ou emitir palavra, o homem balança a cabeça como se concordasse com aquilo que o outro lhe falava.
- Mas me diga então, para onde nós vamos?
- Eu não sei.
- Como assim não sabe? Você entra no táxi e não sabe para onde vai?
- Não! É esse o motivo da minha aflição!
- Ora, e para onde eu vou?
- É isso que eu me pergunto, amigo: Para onde eu vou?
- Você pode ir para onde quiser, desde que me diga antes e que tenha dinheiro pra pagar a corrida... brincou o taxista
- Mas eu não sei para onde ir.

Quando ele pensa encostar o carro no cantinho da rua e vai diminuindo a velocidade, o homem diz:
- Queria só pedir pra você não encostar.
- Por quê? Quem diabos é você? Não sabe pra onde quer ir mas não quer que pare. Você é algum bandido procurado? Está fugindo da polícia? Olha companheiro, queria te dizer que eu sou pai de família, tenho duas meninas em casa me esperando, se você quiser levar meu dinheiro, leva, meu táxi, leva, só, por favor, não faça nada comigo!
- Calma, eu não sou nenhum bandido e nem quero te roubar. Eu só quero achar um lugar pra ir, e quando você encosta, dá impressão que eu já cheguei.
- Eu não posso ficar aqui o dia todo com você. Ou você se decide para onde ir ou desce do meu táxi, por favor.
- Você não pode me dizer algum lugar pra ir?
Sem ter muito o que dizer, Carlos vai pelo óbvio:
- Ora, eu nem lhe conheço. Você não tem família?
- Não.
- Desde quando você não sabe para onde ir?
- Desde o momento que eu entrei aqui.

Carlos se vira e olha a cara do sujeito de perfil. Algo nele desperta a simpatia do taxista.
- Rapaz, gostei de você, sabia? Essa tua confusão até que é bem divertida. Você tá com fome?
- Estou!
- Já que não tem lugar nenhum pra ir, aceita me acompanhar até a lanchonete ali do próximo quarteirão? Está na hora do meu almoço e o sanduíche ali é muito bom. Quem sabe lá conversando você não escolha algum lugar para ir?
- Seria ótimo.
Carlos para na porta da lanchonete e vai desligando o carro as poucos.
- Vai saindo!
Pede para o homem.
O homem sai como se tivesse renascido. Não sabia ele que havia encontrado o melhor amigo de sua vida.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Rotina.

Desde o início do ano venho pensando em escrever um texto sobre essa rotina desgastante e chata que estou vivendo neste último ano de colégio. Mas devido a esta mesma rotina, mal ando tendo tempo de viver, o que dirá escrever.
Passando pelo blog Avante com as Letrinhas, achei um texto que diz tudo que eu pretendia falar e mais um pouco, portanto, transcrevo-o aqui:
“Cansei da realidade.

Tédio total essa vidinha parada e comum que somos obrigados a viver. Simplesmente não suporto mais essa normalidade, essa mediocridade, essa rotina ensaiada, sempre as mesmas coisas.
Não quero mais cinemas com pipoca fria, encontros em cafés com papos ensaiados, não quero mais os flertes iguais e contínuos via internet. Eu quero uma aventura cinematográfica!
Eu quero uma trama ainda não pensada, uma personagem que eu vou criar, cenas que deixem aquele frio na barriga e que vez ou outra, façam a lágrima querer descer.
Eu quero a incerteza de um roteiro bem bolado, uma fotografia bonita, por favor.
Diálogos inteligentes, filosóficos e casuais, uma mistura simpática de tudo que os filmes têm de melhor.
Eu quero beijos com trilha sonora, olhares marcantes, frases não ditas, mas imaginadas por quem assiste enquanto, em casa, come brigadeiro.
Nada do que eu já vi, ou já vivi. Eu desejo uma mistura de tudo que já imaginei e do que com certeza vai me surpreender.
Quero uma paixão que vá além da compreensão, das expectativas. Uma vivência que me rasgue a roupa, o juízo e o coração, se for preciso. Eu quero luz, câmeras e muita ação.
Quero das cenas mais clichês à inexperadas, e todo o tipo de reação. Quero surpresas e aquele primeiro beijo já esperado, mas que causa o mesmo efeito de surpresa.
Quero as conhecidências, os lugares, os amores que só aparecem nessas telas.
Espero uma história bonita, inusitada, encantadora, que me tire do sério e me torne protagonista dessa trama envolvente.
Essa vida de novela das oito é muito chata, eu quero mesmo um filme. De cinema americado, francês, italiano, coreano, brasilero. Eu quero uma grande confusão, uma mistura, o filme que por agora é só um trailler na minha cabeça.
Não esquecendo do(talvez) mais importante. Quero um final que seja avassalador. Que seja no ponto, medido. Bonito o suficiente pra deixar sorrisos e lágrimas no rosto e não tão clichê pra alguém dizer que já o esperava. Quero um fim que dê frio na barriga até mesmo quando os créditos começarem a rolar.
Cansei da minha vida real, estou farta das mesmas coisas, de saber o que esperar, de enxergar tudo sem lirismo, sem poesia e sem emoção.
Desligo-me do mundo agora, da rotina que cansei de ensaiar.
Vou fixar-me nas telas, do que já foi feito, pra sonhar com a verdade que invento, da vida que desejo, do romance cinematográfico que eu quero viver.”

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Zumbis existem?

De acordo com as minhas mais recentes pesquisas, EXISTEM!
Mas calma aí, não falo de humanos zumbificados que gostam de degustar um bom cérebro ao molho de alcaparras, como os dos filmes Resident Evil, Madrugada dos Mortos e por aí vai. Os zumbis da vez são.. baratas!

Han?

Pois bem.
Existe uma espécie de vespa muito gente boa, cujo nome científico é Ampulex compressa. O prato preferido da Ampulex é a barata comum (Periplaneta americana), aquela mesma que tem na sua casa, na minha e faz mulheres e homens moçoilas gritarem.
Ao encontrar uma barata, a vespa vira-a com as patas para cima lhe dá uma ferroada no tórax. O veneno faz com que a barata perca temporariamente o movimento das patas, e deixe de reagir. Em seguida, com a barata imobilizada, a Ampulex dá uma segunda ferroada, num ponto específico do cérebro da vítima. O golpe da "zumbificação".
A vespa se afasta por uns 30 minutos, tempo suficiente pro bagulho que tem no ferrão dela fazer efeito. Quando retorna, ao invés de carregar a presa como outras vespas, ela simplesmente conduz a barata pela antena, sem precisar lidar com nenhuma reação da vítima. Como um zumbi, a barata é "gentilmente" é conduzida até a toca da vespa onde terá um ovo depositado no seu abdome.
O vídeo abaixo mostra o processo:
http://www.youtube.com/watch?v=DzGCSk1Zpoo
A larva nascida do ovo começa a sugar a linfa da barata. Assim que cresce um pouco mais, entra dentro da barata e passa oito dias devorando-a por dentro. Após a refeição (que é regada com um bom vinho francês e tudo mais), forma um casulo e emerge como o Alien (aquele mesmo que fez o filme com Predador Gilberto Gil).
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A forma como o veneno da Ampulex manipula, de forma precisa, o cérebro da vítima já chama a atenção de cientistas. Acredita-se que, no futuro, ele seja usado como base contra doenças cerebrais. Será?
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fonte: Daniel Rocha e Revista Galileu.
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ps: Aqui um outro vídeo, mas aí não envolve baratas. A situação aqui acontece quase que da mesma forma, só que a vespa coloca os ovos com o outro inseto ainda vivo e de uma hora para a outra, todos saem, formando uma nojento massa orgânica. Cá está: http://www.youtube.com/watch?v=vMG-LWyNcAs&NR=1

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sem nome, sem jeito.

Olhava pra cima e admirava o céu. Se imaginava pulando nuvens, andando sob estrelas e visitando cada pontinho da imensidão que ele via. Talvez o que ele queria era puramente fugir da realidade que vivia e, quem sabe, olhando pra cima, conseguiria se libertar dessa gravidade que lhe prendia ao corpo seus problemas e frustrações.
Havia um tempo já que se sentia pesado. Como que de uma hora para a outra, seus fantasmas todos lhe batessem a cabeça, a porta, empurrassem seu muro e tentassem derrubá-lo. Fugindo de si e de tudo, ele simplesmente olhava para cima. Era o único lugar mais leve que ele conhecia.
O tempo encarregou de dar-lhe responsabilidades e fez com que enfrentasse problemas que pareciam estar muito além de suas conhecidas soluções. Por fora, uma couraça forte, mas na verdade era só o revestimento de um corpo vazio.
Menino reto, centrado, não se permitia flutuar. A vida então, resolveu provoca-lo e fez o menino ver a beleza das pequenas coisas e a valorizar o que nunca havia dado valor. Uma tragédia havia acontecido, mas não era por acaso.
O menino percebeu que embora a cada dia se tornasse mais adulto, sempre havia tempo para ser um pouco menino. E foi assim que ele passou a olhar pra cima e admirar o céu. Agora ele conseguia ver o invisível.

Devaneando sobre nada.

Esse texto começou a ser escrito com o objetivo de ser brilhante, cheio de conteúdo, de modo que surpreendesse até a mais sábia das criaturas. Mas isso exigiria tempo, dedicação e um conhecimento além do alcance do humilde autor.
Portanto, vou me dedicar a escrever um texto sobre nada. Um texto que não tenha conteúdo e que não passe nada a quem lê. Um texto que fosse só um monte de palavras, que, embora juntas, não quisesse transformar a vida de ninguém.
Curioso é que escrever um texto sobre nada, é, não só inútil, como totalmente sem sentido.
Com esse texto eu não vou tomar o poder. Com esse texto uma revolução não vou fazer. Com esse texto eu não vou ganhar mais dinheiro. Com esse texto eu não vou mudar o Rio de Janeiro. Nada.
Lendo isso você não vai saber mais de mim. Você não vai saber meus gostos, nem de onde venho e nem, pra onde vou.
Esse texto começou a ser escrito com o objetivo de ser genial, mas no fim, acabou como todos os outros, um monte de palavras criadas pra te prender até aqui, a última palavra. Tchau!

sábado, 16 de maio de 2009

Sobre gente chata.

Ando com raiva de gente cri-cri. Eu nem sei se cri-cri se escreve assim, aliás, acho que é a primeira vez que escrevo essa palavra. Talvez eu não escreva muito ela, pra tentar tirar, ao menos do meu vocabulário, esse tipo de gente. Ô gente chata essa que arruma briguinha por tudo!
Repara que gente cri-cri geralmente está acompanhada de um tom de voz ligeiramente alto, um ar soberbo de quem escreveu um best seller e um olhar analítico, como de quem busca reparar em tudo, só pra ter o gosto de criticar. Essa é a diferença entre o crítico e o cri-cri.
Crítica é bacana, faz bem, seja ela positiva ou negativa – quando fundamentada -, faz o sujeito melhorar e aparar algumas arestas. Agora, gente cri-cri não gosta de crítica. Ah não! Gente cri-cri gosta de criticar, geralmente de forma ofensiva ou depreciativa. Porque, ora meus amigos, não basta falar sobre a sua vida, tem que também tentar te desmoralizar.
Gente cri-cri é aquela que lembra de história que ninguém lembra, que geralmente – e quase sempre, sequer existiu. Gente cri-cri é aquela que não se importa com o que você acha, mas se em algum momento o que você acha for diferente do que ela achar, aí sim ela resolve se importar, te entupindo de asneiras pra te convencer. Gente cri-cri nunca é normal. Nunca come coisas normais, toma remédios normais ou tem doenças normais. Gente cri-cri não gosta de Coca-Cola, mas defende com unhas-e-dentes aquele prato que só ela come, dizendo que a sociedade toda é que está equivocada, já que seu prato vem importado direto de um vilarejo europeu que só ela conhece – e diz que visita anualmente. Gente cri-cri é viajada, entendedora e não se contenta em ficar gripada. Tem logo uma pneumonia arrebatadora que lhe tira dos eixos e lhe faz explicar porque aquela receita/simpatia do tio da prima da sua avó é eficaz.
Eu gosto mesmo é de gente normal. Não essa gentinha pacata e sem expressão que vagueia e habita a terra, mas essa gente normal que não desperdiça uma boa pizza quando aparece. Que adora um refrigerante bem gelado num dia de calor e que não dispensa aquele sorvetinho de chocolate. Gente normal não quer saber porque você não tem dinheiro, e sim, se você precisa de algum.
Gente normal é suave, leve, doce e deixa o ambiente sossegado e animado. Já gente cri-cri... ah! Gente cri-cri é chata pra cacete!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre viver no século XVIII

Estou me sentindo em pleno século XVIII. Tem gente que diz que a moda é cíclica, de modo que o que foi considerado moda a alguns anos atrás, será moda hoje e tornará a ser daqui a algum tempo, ininterruptamente. Pois bem, ando suspeitando que o mesmo acontece com a história.
Navios estão sendo atacados por piratas, estamos ainda definindo o conceito de liberdade e igualdade, e não somente, surge agora uma gripe pandêmica que deixa o mundo em polvorosa.
Pegando essa realidade e olhando para trás, não estamos muito longe disso.
Pessoal, pirata? Tem coisa mais primitiva que isso? E se ainda fossem piratas adaptados ao novo século, usando navios possantes, armas poderosas e roupagem apropriada... mas não, são homenzinhos mixurucas, num barco de pescador de marisco, usando meia dúzia de pistolas e rifles, que, se bobear, datam do próprio século XVIII. E o fato de serem todos da Somália? Porque diabos ainda teimam em passar por lá?
No final do século XVIII acontecia a Revolução Francesa, onde se tinha uma classe se sentindo explorada e exigindo melhores condições, em oposição a uma elite parasita que vivia mamando no seio do governo e de noções desordenadas de liberdade e justiça. Alguma semelhança com o Brasil dos dias atuais?
E por fim chegamos a Gripe Suína, que só começando num país como o México pra ter um nome que não tem nada a ver com a doença. A gripe não se pega comendo carne de porco, o vírus não é exclusivo do porco, logo, não tem motivo se chamar Gripe Suína. Aliás, não tem nem motivo para se ter este alarde todo, como estamos vendo. O que acontece, na verdade, é que existe uma leva de gente que se sente atraída por essas catástrofes apocalípticas, e ajuda, então, a disseminar esse frenesi entre a população. Seguindo um pouco essas teorias da conspiração, acho que isso é na verdade uma sacada dos laboratórios de a cada ano escolherem um animal para disseminar uma doença, aumentando então a venda de remédios. Foi-se com a vaca louca, a gripe aviária e agora a suína. Isso sem lembrar das doenças antigas, que nos remetem ao tal século XVIII – ou antes -, como a gripe espanhola e a peste bubônica.
Como bem disse Bruno Vargas no Recanto das letras, talvez sejam os porcos a evolução dos seres humanos. Se o porco nem se altera com uma gripezinha humana e nós humanos sentimos tremores só de ouvir falar da gripe suína, talvez esteja na hora de evoluirmos logo para o porco.

domingo, 26 de abril de 2009

Céticos x Sonhadores

Eu sempre me pergunto se esses grandes sujeitos, inventores de grandes coisas, sempre acreditaram no produto deles. Será que eles sempre tiveram uma meta, ou a coisa veio tímida, como quem não quer nada e de repente ele se viu com uma grande invenção?
Baseado nisso, achei um apanhado de frases ou idéias de grandes sujeitos ou de grandes companhias, lá no seu comecinho, que fazendo uma comparação com a atualidade, soam até engraçadas. Isso mostra que na verdade, eles não sempre acreditaram na sua invenção, mas sim, que foi um processo gradual... ou seja, grandes pessoas também são inseguras. É a coisa de confiar no próprio taco.

"640kB devem ser bastantes para qualquer um."
Bill Gates

“No futuro, os computadores não pesarão mais do que 1,5 tonelada.”
Popular Mechanics, prevendo a evolução da ciência, 1949

“Penso que há talvez no mundo um mercado para 5 computadores."
Thomas Watson, presidente da IBM, 1943

"Os raios-X são uma mistificação."
Lord Kelvin, físico e presidente da Sociedade Real Britânica de Ciência,
1900

"O avião é um invento interessante, mas não vejo nele qualquer utilidade militar."
Marechal Ferdinand Foch, professor de estratégia da Escola Superior de Guerra da França, 1911

"A televisão não dará certo. As pessoas terão que ficar olhando para sua tela e família americana não tem tempo para isso."
The New York Times, 18 de abril de 1939, quando da apresentação de um protótipo de aparelho de TV

"Quem imagina que a transformação do átomo possa ser uma fonte de energia está dizendo bobagem."
Lord Rutherford, o descobridor da fissão nuclear, em 1939

"O fonógrafo não tem nenhum valor comercial."
Thomas Edison, inventor do toca-discos, em 1880

"Não existe nenhuma razão que justifique uma pessoa ter um computador em casa."
Ken Olson, fundador da Digital Equipment Corporation, a maior competidora da IBM, em 1977

Os irmãos Lumière, inventores do cinematógrafo e responsáveis pela primeira exibição pública de um filme em 1895, não acreditavam inicialmente que sua invenção tivesse algum potencial comercial.

E essa é para fechar com chave de ouro:

"Tudo o que podia ser inventado já foi inventado."
Charles H. Duell, gerente do Escritório de Patentes dos Estados Unidos, em 1899

Podemos dividir a humanidade então em duas categorias: Céticos e Sonhadores.

Os céticos adoram observar os sonhadores, debocham, apontam erros, põem obstáculos e estão certos que os sonhadores jamais conseguirão.
Alguns sonhadores acabam desistindo mesmo, mas outros não. E graças a esses grandes sonhadores, hoje temos eletricidade, voamos, navegamos na internet, andamos em carros, trens e assistimos um bom filme...
E quanto aos céticos... Bom, eles usufruem de tudo isso, mas continuam seu legado!

Eis a Humanidade :)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O amor pelas letras.

Tem um tempão que não venho aqui no blog. Na verdade, historicamente falando, um mês não é lá um tempão, é só uma minúscula fagulha no fogaréu do tempo. Profundezas à parte, aos que me acompanham, ou melhor, as três pessoas - no máximo - que mantém certa assiduidade neste blog, peço desculpas pela minha ausência.
Na verdade, não era eu quem tinha que vir pedir desculpas, é a escrita. De uns tempos pra cá, ela simplesmente sumiu. A vontade, o gosto e o saco pra escrever, que me são recorrentes desde que me entendo por gente, resolveu me abandonar por um tempo. Logo eu, que sempre fui um menino das letras, não conseguia me fixar na frente do computador nem por alguns minutos pra escrever nada. Não que não saísse, mas eu simplesmente não tinha saco de continuar.
A algum tempo, escrever era o que eu mais gostava de fazer. Aliás, desde muito tempo, escrever era um dos meus maiores prazeres. Mas agora, eu não sei. A pouco tempo eu li uma coluna da Martha Medeiros em que ela diz que essa vida de escrita deixa a gente meio robô mesmo e que raras eram as crônicas que mexiam com ela. Se ela bem lembrava, a última que mexeu com ela foi lá pra meados de dois mil e poucos.
Agora fui eu quem cheguei nessa crise. O que eu escrevo anda mexendo menos comigo do que fazia antes, fazendo com que eu pense se isso que eu sempre fiz é mesmo o que eu gosto de fazer. Tem uma frase do John Powell que diz: “Mas, se eu lhe disser quem sou, você pode não gostar de quem sou, e isso é tudo que eu tenho.”
Pois bem, se escrever não for o que eu gosto de fazer, eu não tenho mais nada pra fazer, pois isso é tudo que eu sempre fiz.