terça-feira, 9 de março de 2010

Poema feio

Começo querendo escrever um poema
Me deixo levar pelas linhas, rimas,
pelo som das liras...
Mas aí nada rima
Nada flui naturalmente
Fica tudo engessado,
duro,
oco!
Queria escrever um poema
Desses bonitos, como os que eu gosto
Versos Quintanos, Carpinejanos,
mas não dá!
Não sou desses.
Nasci pra versos feios
Sem rima
Amontoado de palavras

Mas não vou reclamar
Se assim for
Se meu divinatório dom for o de poemas afeados
Quem há de se importar?
Se os poemas são como filhos
Talvez eu tenha essa vocação
Talvez, tenha nascido só pra ser isso
Pai de poemas feios

4 comentários:

Clara Melo disse...

E eu, como mãe de poemas feios, não deixo de ser coruja. Os amo e tenho muito orgulho cada vez que é hora de parir um novo.

Emanuella disse...

haha, você e sua nova alma poética de ser !

Stella disse...

Não sou mãe dos seus filhos mas sou muito coruja! A tia babona! auhhuahuahua

Marcela Nunes (: disse...

Amei (: