quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A amizade e o peso da fofoca!

É engraçado como a vida da gente dá volta né?
Veja: Eu tinha um 'inimigo' ( coloquei entre aspas porque não era lá aquela coisa declarada, estilo de novela ).
Na verdade, vou contar desde o início pra vocês intenderem.
Éramos amigos. Amigos mesmo, com todos os rótulos e formalidades. Nem sei porque nos tornamos amigos, mas éramos amigos.
Até que um dia, como outro qualquer ( e isso é curioso pois todo dia é igual a outro qualquer - mas isso já é outro papo ) a gente parou de se falar.
Eu não lembro bem por quê, mas lembro que foi de repente. Assim, como quem morre, de uma hora para outra, deixamos de nos falar.
Não sabia ao certo o motivo, mas um dia eu cheguei e tive um amigo a menos.
É nessa hora que surgem os intrigueiros, e são eles mesmo que de tanto colocar 'coisinhas' ( perdoe o diminutivo, mas foi o que mais se encaixou com 'fofoquinha' ) na nossa cabeça, acabamos falando o que não devemos. Mas na hora não sabemos disso!
Tomado pela raiva, a gente fala o que quer. ( E quem disser que não, que aperta o 'X' ali no canto superior direito, pois esse blog não é voltado pro lado da hipocrisia. )
E eu, confesso, falei até demais. Mas em contrapartida, ouvia também o que ele supostamente, falava.
No fim, era só fofoca. Só intriga.
Mas nossa amizade foi morrendo pouco a pouco. Do cara que era meu amigo, só sobrou a imagem. E só. Não o reconhecia mais nele mesmo. Pensava: "ele é maluco"!
Mas meu ego não deixava eu ir lá, abrir o jogo e esclarecer tudo.
"- Como assim? Quem mudou foi ele, ele que venha falar comigo!"
E nessa auto-prisão, nesse auto controle, passei a medir palavras. Logo eu que tanto falo, não falava mais.
Até que um dia, assim, sem mais nem menos, fomos começando a nos falar.
Um "oi" aqui, um "tudo bem" seguido de um sorriso fingido pra lá...
E pouco a pouco fomos montando um diálogo. Mas claro, os dois com o pé mais atrás que um aleijado!
E de inimigos-não-declarados, viramos colegas. E isso tudo, sem ninguém ter esclarecido nada.
"Alguma coisa está estranha nessa história" pensava eu. E ele também.
E apesar das conversas, faltava confiança. E apesar da confiança, faltava a sinceridade. Dessas que só se tem quando se é amigo de verdade. E que foi cortada pela fofoca.
A fofoca, aliás. é como a Dona Gigi: além de caolha, é perneta. Um dia podia até ser uma verdade. Mas em algum momento ela volta a ser o que sempre foi, só uma fofoca.
E foi num dia também, como outro qualquer, que esclarecemos nossas diferenças. Os dois impressionados sobre o quão imaturos haviam sido, riram de tudo que tinham passado e prometeram começar daqui pra frente. Pedra sobre pedra...

ps: Essa é pra tu Sabioni Filho!

4 comentários:

Toddy disse...

noooo...
q issooo muitoo profunoo issoo..
na moral irmãoinhooo eh nois sempre..^^
fico feliz com ah nossa amizade....
Abraçãoo aq do teu irmãoo

Pati disse...

tudo é sempre intriga da oposição...

beijoos

Luca disse...

�! A vida tem dessas coisas...Imaturidade, ent�o!? � um prato cheio para as nossas grandes hist�rias.
A prop�sito, n�o era para ter dois blogueiros aqui!?

^^

Rharry Belloti disse...

Adorei seu blog, cara...
E, sabe o que eu tava pensando? Que esse ano eu e minhas amigas, não nos separamos por nenhuma fofoca...todo ano, sempre surgia uma fofoquinha e a gente acabava brigando e ficando uns dias sem se falar. Esse ano, não era só a gente...mudamos de escola, entramos num mundo que era bem diferente do nosso, onde as pessoas eram falsas e mentirosas, não que a gente não tenha esses defeitos, mas entre nós o sentimento de amizade era muito mais forte. Não brigamos, até tentaram, mas nenhuma fofoca nos atingiu nesse ano que passou...
Beijo.