Segundo o dicionário, revolutear é: 1. Agitar-se em vários sentidos. Também aparece como sinônimo de adejar, que significa: 1. Dar vôos curtos e repetidos sem direção certa. Ou seja, a primeira espero que se torne o lema do blog. Palpitações em vários sentidos ou assuntos. A segunda, espero que seja a frequência de postagens e o enredo delas. Sem papas na língua, espero esvoaçar nas palavras com canetas que manchem!
sábado, 20 de setembro de 2008
Dispensa do serviço militar.
Um jovem escreveu a seguinte carta para o militar responsável pela Dispensa do serviço militar.
Prezado Oficial Militar,
Venho por intermédio desta pedir a minha dispensa do serviço militar.
A razão para isto bastante complexa e tentarei explicar em detalhes.
Meu pai e eu moramos juntos e possuímos um rádio e uma televisão.
Meu pai é viúvo e eu solteiro. No andar de baixo, moram uma viúva e sua filha, ambas muito bonitas e em rádio e nem televisão. O rádio e a televisão fez com que nossas famílias ficassem mais próximas.Eu me apaixonei pela viúva e casei com ela. Meu pai se apaixonou pela filha e também se casou com esta. Neste momento, começou a confusão. A filha da minha esposa, a qual casou com o meu pai, é agora a minha madrasta. Ao mesmo tempo, porque eu casei com a mãe, a filha dela também é minha filha (enteada). Além disso, meu pai se tornou o genro da minha esposa, que por sua vez é sua sogra. A minha esposa ganhou recentemente um filho, que é irmão da minha madrasta. Portanto, a minha madrasta também é a avó do meu filho, além de ser seu irmão. A jovem esposa do meu pai é minha mãe (madrasta), e o seu filho ficou sendo o meu irmão. Meu filho é então o tio do meu neto, porque o meu filho é irmão de minha filha (enteada).Eu sou, como marido de sua avó, seu avô. Portanto sou o avô de meu irmão. Mas como o avô do meu irmão também é o meu avô, conclui-se que eu sou o avô de mim mesmo! Portanto, Senhor Oficial, eu peço dispensa do serviço militar baseado no fato de que a lei não permite que avô, pai e filho sirvam ao mesmo tempo. Se o Senhor tiver qualquer dúvida releia o texto várias vezes (ou tente desenhar um gráfico) para constatar que o meu argumento é realmente verdadeiro e correto.
Ass. Avô, pai e filho.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Sobre o orgulho.
Não se arrepender não é fraqueza, é arrogância. O orgulho – em excesso -, deixa as pessoas mais tolas. Quem não se arrepende, não corre o risco de aprender com os próprios erros. E pior, acaba lutando contra sua própria consciência. Quem não faz alguma coisa digna de arrependimento? Por mais raiva que se tenha – até de si próprio – é incrivelmente mais humano se arrepender e admitir o erro do que se orgulhar até o último minuto, mesmo que se pareça ridículo.
Fraco é quem não ri de si próprio. Quem não encontra a graça dentro de si, nunca vai conseguir encontrar nos outros.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Devendo.
domingo, 24 de agosto de 2008
Sem titulo.
Acho que esse meu problema com título vem associado ao meu problema com síntese. Resumir coisas é sempre difícil pra mim. E é isso que se faz num título, resume-se a história em uma frase marcante.
Por isso, esse post vai se chamar sem título. E um dia, quando a astúcia permitir, faço um post sem conteúdo também.
Selado.
Muito engrandece o Blog - e o ego do autor -, então, agradeço a todos que não só me repassam selos, mas principalmente aqueles que vem aqui, leem o que eu digo e pensam sobre. Ah, claro! Aos que comentam, também um agradecimento especial. O Blog só é o que é, graças a vocês. Cada um de vocês!
E como manda a tradição, devo repassar. E o selo vai para:
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Falando um monte! & Reticências
sábado, 9 de agosto de 2008
George Denis Patrick Carlin
Saudade de um lugar que nunca foi, de uma pessoa que nunca conheceu e por aí vai.
Tempos desse me descobri assim, saudoso, de um cara que nem conheci. Uma ajuda da Wikipedia pra explicar pra vocês quem é ele:
George Denis Patrick Carlin (Nova Iorque, 12 de maio de 1937 — 22 de junho de 2008) foi um comediante, ator e autor norte-americano, pioneiro, com Lenny Bruce, no humor de crítica social. A sua mais polémica rotina chamava-se "Sete Palavras que não se podem dizer em Televisão", o que lhe causou, durante os anos setenta, vários dissabores, acabando preso em inúmeras vezes que levou o texto a palco.
Até meados da década de 1960, Carlin manteve uma imagem tradicional, com fato e cabelo curto. Depois, ao escrever novo ato, decidiu deixar crescer o cabelo e a barba, tornando-se um ícone da contracultura. Crítico acérrimo das religiões, ateu convicto, principalmente do sentido da culpa e do controle social, defendia valores seculares.
Aplaudido por vários colegas, como Lewis Black, tido como seu sucessor, George Carlin chegou ainda a participar em vários filmes e séries de TV. Dublou ainda filmes de animação, como Carros e outros.
Morreu em um hospital de Los Angeles de parada cardíaca, depois de, nos últimos 20 anos, ter passado já por um enfarte e duas cirurgias ao coração. Sobrevive-lhe a sua segunda mulher e sua filha.
Eu costumo admirar as pessoas pelo que elas levam dentro de si. Não tem nada mais fascinante do que gente com conteúdo, com conhecimento e com humor. George Carlin morreu, mas não se foi só. Deixou um punhado de admiradores pelo mundo que nunca, mesmo, terão a oportunidade de conversar com ele.
Nota: Menos uma pessoa bacana no mundo. Porque Deus não leva quem não presta?
domingo, 3 de agosto de 2008
Mundo zipado

( Mais figuras, clique nessa frase )
Burro, quem?

a internet está criando uma geração burra?
como pode deixar burro uma coisa que te dá possibilidades? que dá escolhas? que obriga a fazer escolhas?
mas hein?
sim, a nossa sociedade está ficando a cada dia mais burra. não vamos discutir o que é óbvio. mas é por causa da internet? do computador? da tecnologia? do iphone? duvido muito. a internet é só um espaço em que se pode disponibilizar informações. há informações falsas? sim. mas sempre houve, fora dela. sempre haverá. há bobagens e propaganda enganosa. como há fora da internet. como há na televisão e nos jornais e em toda a grande mídia de um modo geral.
a diferença é que na internet você pode escolher.
estão fazendo as escolhas erradas? não duvido. depois de anos aprendendo a assisir às maiores futilidades na televisão, por que esperar que vão procurar ensaios críticos sobre proust na internet? se ninguém se deu ao trabalho de desligar a televisão para, digamos, ler um livro sobre física nuclear, por que esperar que essa gente vá à internet pesquisar sobre a biodiversidade no congo?
claro que não. essa gente vai à internet para assistir a bobagens no youtube, porque é isso que aprenderam com a televisão. vão escrever scraps no orkut do amigo, porque a internet sempre vai ser espelho do que existe fora dela. vão ficar em redes sociais. não fosse a internet, estariam assistindo à MTV (eu diria que a MTV parece ficar a cada dia mais estúpida, mas concluí que ela não fala mais para a minha geração, então eu não seria mais capaz de compreendê-la).
não se lê? claro que não. mas tenho certeza que lêem mais do que antes da internet. ou, ainda: quem lê mal na internet não leria coisa nenhuma se não fosse a internet.
como, então, culpar a burrice da sociedade moderna por uma ferramenta que permite a escolha? não é a internet que dita a escolha. a culpa não é da internet. é da escolha. é do que determina as escolhas. mais que isso: o problema é justamente que as pessoas ainda não são capazes de se livrar do clichê da escolha comum e descobrir o quanto existe por trás dos vídeos do youtube ou da pesquisa rasa na wikipedia.
e não? vão dizer: o google me deixou muito burro, não preciso saber mais nada, basta jogar ali na caixa de busca. mas que merda, hein? desde quando tenho a obrigação de decorar todos os nomes dos rios do estado do maranhão? ou o nome daquele ator, daquele filme? a gente aprende na escola que saber é decorar e reproduzir na prova, e isso é uma estupidez sem tamanho. isso serve pra escola. isso não serve pra vida.
como poderia ser ruim uma ferramenta — que seja o google — que te dá a possibilidade de se lembrar dessas informações menores? que tal ocupar a cabeça com qualquer atividade mais… sei lá, criativa? que tal usar a internet como ela pode ser usada?
internet é escolha. e nisso ela é diferente da televisão e de toda a grande mídia. na grande mídia o objetivo é quebrar as pernas da possibilidade de escolher. há esse e aquele canal, esse e aquele programa. mas estão quase todos ligados a uma noção de que se deve falar ao espectador “médio”. claro que há um jogo de interesses por trás disso, e nesse jogo de interesses melhor mesmo é emburrecer todo mundo. e por isso o que existe é o clichê.
e convenhamos, quem vocês pensam que está sendo acusado de burro por usar a internet?
o nosso querido espectador “médio”.
o que há na televisão se reproduz na internet. o que há em toda a grande mídia se reproduz na internet. mas a internet é infinitamente maior que isso. e a merda é que a grande massa não se dá conta disso. o computador com a internet vira mais um joguinho estúpido para passar o tempo e matar a hora de estudar. pelo menos estão clicando e escrevendo — feito macacos, mas –. o que não deixa de ser melhor do que passar o dia na frente da televisão. ou não?
Olivia Maia ( geração internet )
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Mas eu só acredito... vendo! (II)
quinta-feira, 24 de julho de 2008
A mesquinharia de cada um
Fui na casa de uma amiga, num bairro nobre aqui do Rio de Janeiro. Atrasado como de costume, peguei o ônibus errado e ele me deixou uns 3 quarteirões atrás de onde eu teria que saltar. Fui andando, apressado, tentando evitar o inevitável atraso, que já marcava uma hora no meu relógio. Aliás, no relógio do celular.
Foi que de repente eu avistei, sentada no elevado de uma loja que já tinha fechado, uma senhora. Uma velhinha, lá pelos seus setenta anos, com um pano na cabeça, cobrindo seus também envelhecidos cabelos. Abaixada, tinha um copo de plástico no seu colo e umas moedas na mão. Parecia ser cega, não deu pra reparar. Ela passava a mão naquelas poucas moedas coloridas, como se aquilo ali lhe pagasse a dignidade. Devia ter a idade da minha avó. Mas a minha avó não é assim. A minha avó faz aula de tudo. Anda sempre ocupada. E ela, não devia fazer nada. Devia ficar ali, naquele mesmo lugar o dia todo, esperando por aquelas poucas moedas todos os dias.
Eu fiz as contas, e ela já viveu pelo menos 5 vezes mais do que eu. E mesmo assim ela estava ali, parada, na rua, esperando aquelas moedas. Isso não é certo. Quem tinha que estar lá era eu, não ela. Se ela pudesse, ela estaria como a minha avó. Mas ela não pode. Ela viveu 5 vezes mais do que eu, mas e daí? Quem é ela para mundo?
Eu queria ter parado ali e escutado a vida dela. Eu queria ter parado ali e ter mostrado pra ela que eu a vejo. Ou mesmo ter pego as incontáveis moedas que ganhei de troco do ônibus e ter dado a ela. Mas eu não pude. Meu celular tocando, a pressão do relógio, eu segui. E seguindo, fiz como todo mundo. Como se os meus problemas fossem alguma coisa perto do dela.
Cheguei na casa da minha amiga e ela não me saiu da cabeça. Ela não deve ter nem um amigo pra ligar. Não deve ter ninguém que ria com ela, que chore por ela, que se preocupe com ela...
Já faz uma semana que isso aconteceu e muita coisa já aconteceu desde então. Mas ela, aposto que ainda está lá, com o pano na cabeça, contando um punhado de moedinhas.





