quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Miniconto da porcelana

A boneca do pote de vidro jamais saiu de seu mundinho de porcelana.
E preferiu a vida desgraçada daqueles que só se levantam com o pé direito. Sua vida miserável a confortava. E branca, pálida e fria, como o mármore, morreu feliz e enganada, como todas as bonecas.

6 comentários:

Clara Mello disse...

Não deu tempo de quebrar o vidro...
E meu vidro? Ainda dá tempo de quebrar, né?

Clara Mello disse...

Não deu tempo de quebrar o vidro...
E meu vidro? Ainda dá tempo de quebrar, né?

Yan disse...

Poucas linhas porém com tantos significados e interpretações implicitas. Só um poeta de verdade para fazer isso. Parabéns. Abraços.

RODRIGO BARROS disse...

Se essa boneca falasse...

Jessy Rodrigues disse...

âmago!

BeijosEstalados

Gabriela Chaves disse...

se ela olhasse para o que estava ao seu redor, talvez ela tivesse saido de seu mundinho de vidro ne ? gostei, ficou bem diferente :)