quinta-feira, 17 de abril de 2008

Uma vida que vale a pena.

A uns tempos atrás, a uns dois anos mais ou menos, no meu aniversário de 15 anos, uma amiga me presenteou com um livro muito bom. No início achei que fosse um livro de auto-ajuda, por causa do título ( A Roda da Vida, em português ). Aí fui lendo a parte de fora, fui olhando a capa e vi que era uma biografia... Biografias costumam ser desinteressantes. Quer dizer, pelo menos pra mim. Acho que a maioria das biografias que tem por aí não deveriam nem terem sido escritas. Não sei, mas tenho a impressão que essas pessoas não tem uma vida suficientemente legal para serem escritas e mostradas. Então, quando vi que era uma biografia, fiquei já meio receoso. Será que essa era uma vida interessante a ponto de ter um livro sobre ela? Ou seria só mais um desses que falam, falam e nada dizem?
Quando comecei a ler, percebi que a autora contava a própria história. Parece prepotente passar 320 páginas falando de você não é? Mas não é.
Elisabeth Kübler-Ross, a autora, consegue em 320 páginas nos levar na vida dela, como se estivessemos ali, jantando com ela, suas irmãs e seus pais. Descreve sua infância na Suíça, e de como acontece as coisas por lá. Aliás, as coisas por lá acontecem. ( O Brasil podia tomar umas aulinhas de Educação com a Suíça, por falar nisso )
As convicções que enfrentaram dogmas, preconceitos e críticas, já estavam presentes na menina suíça, quando a jovem Elisabeth se viu pela primeira vez diante das injustiças do mundo e jurou acabar com elas.
Em uma cultura determinada a varrer a morte para debaixo do tapete e escondê-la ali, Kübler-Ross desafiou o senso comum ao trazer e expor essa etapa final da existência para que não tivéssemos mais medo dela.
Sua história é uma aventura do coração, vigorosa, controvertida, inspiradora, um legado à altura de uma vida extraordinária.

Trecho do livro:

“As pessoas sempre me perguntam como é a morte. Digo-lhes que é sublime. É a coisa mais fácil que terão que fazer. A vida é dura. A vida é luta. Viver é como ir à escola. Dão a você muitas lições a estudar. Quanto mais você aprende, mais difíceis ficam as lições. Quando aprendemos as lições, a dor se vai.”
“Sei muito pouco sobre a filosofia da reencarnação. Não foi o tipo de educação que recebi. Mas sei agora que existem mistérios da mente, da psiquê, do espírito, que não podem ser examinados em microscópios ou testados com reações químicas. Com o tempo, saberei mais. Com o tempo, vou compreender.”

Uma médica cardiologista que passa a vida com doentes terminais e escreve um livro sobre a morte.
É acima de tudo, uma história de inspiração.

3 comentários:

Emanuella disse...

Ah se acabou de le!Caramba a vida passa rapidinho parece que foi ontem que voce tava contando sobre o livro pra mim e para a camila!hahaha, nossa parece ser bem interessante mesmo,que bom que voce gostou né?!Pelo o que voce contou parecia ser legal! :D
Bom já me atualizei, estão otimos os posts,o blog nem preciso comentar, só que daqui pouco volto pra me atualizar! hahaha

beeeijoss ;*

Anônimo disse...

eeeeeeeeehh deu cero.
Beijos YKE!

Stella disse...

Me deixou muito instigada!